| . Criança brasileira faz tratamento com células-tronco na China
Tratamento Nos Estados
Unidos há clínicas particulares que oferecem tratamentos e pesquisam
células-tronco, mas até o começo deste ano, o governo não dava apoio a
essas iniciativas.
Renascido no
Vitória, Roger sonha com o dia em que a filha verá um de seus gols
Roger ficou em evidência nesta temporada por se reerguer no Vitória e disputar a artilharia do Brasileirão após uma passagem rápida e frustrada pelo Fluminense. Longe dos holofotes do futebol, um drama familiar também encontrou uma luz no fim do túnel quando o goleador chegou a Salvador. Na capital baiana, Roger conheceu a história da menina Manu e reabasteceu as esperanças de sua filha Giulia, de três anos, um dia poder assistir a um gol marcado pelo pai. No 110º aniversário do Vitória, uma missa foi realizada na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. Roger compareceu, mas, como é evangélico, preferiu esperar do lado de fora durante a celebração. Enquanto aguardava, o atacante recebeu um panfleto e conheceu a batalha enfrentada por uma menina de um ano e seis meses em busca de dinheiro para se tratar na China. Manu tem hipoplasia do nervo ótico, má formação genética que não permite que ela enxergue. Exatamente o mesmo problema da filha do atleta. - Vi o panfleto, pensei como era grande a coincidência, e a amizade com a família dela começou ali. Já tínhamos visto um tratamento na Inglaterra, mas achávamos algo muito distante. Quando fomos na casa deles, a Luciana (mãe de Manu) já tinha todas as informações sobre o tratamento na China. Embarcamos juntos e começamos a ajudar na campanha – disse o goleador. O método de tratamento apresentado a Roger envolve o uso de células-tronco. Como é caro (custa cerca de R$ 100 mil), o Rubro-Negro baiano, o próprio camisa 9 e outros jogadores resolveram abraçar a causa da pequena torcedora do Leão. O mais engajado foi o goleiro Viáfara. - Apesar de ele não ter a mesma identificação que eu, acho que o Viáfara ajudou porque é pai. Acho que ele se sensibilizou pelo fato de ter uma filhinha da idade da Manu. Ele surpreendeu. Não é qualquer um que compra essa briga. Ele é um exemplo – disse o atacante.
Pequenas pioneiras
Em agosto, Giulia e Manu viajaram para a China, onde passaram 35 dias. As duas meninas foram as primeiras brasileiras a se submeterem ao tratamento com células-tronco para recuperarem a visão. Antes delas, apenas uma menina pernambucana chamada Clara havia testado a tecnologia, mas para tratar uma paralisia cerebral. De volta ao Brasil, as duas já dão sinais de resposta ao tratamento. - Minha filha tinha um problema hormonal que pode ter sido a causa da atrofia do nervo. Na terceira aplicação na China, os níveis já estavam regularizados. Ela já melhorou em relação à percepção da luminosidade. No sol ela fecha o olhinho, mas temos que aguardar de 3 a 6 meses para que as células-tronco se desenvolvam – disse Jackson de Oliveira, pai de Manu. Roger afirma que Giulia também evoluiu após a viagem ao Oriente. O jogador comemora a pequena melhora até o momento e se emociona com o que acredita que ainda está por vir. - Ela agora sabe se é dia ou noite, se está claro ou escuro. Para nós é uma vitória muito grande, já que ela não tinha essa sensibilidade. O pouco, para quem não tem nada, é muito. Eu me emociono só de pensar que ela poderá ver um gol meu. Sonho com o dia em que ela vai poder ir a um estádio e entender a minha profissão. Quero que veja o que foi feito para que dê valor aos pais e à vida. E entenda o amor que foi dado a ela e retribua ajudando outras pessoas. Roger já balançou as redes 13 vezes nesta edição do Campeonato Brasileiro. A última vez em que o artilheiro deixou sua marca foi nesta quarta-feira, no empate com o Flamengo, no Barradão. Com o resultado, o Vitória chegou a 40 pontos na tabela de classificação, e agora é o 8º colocado. Fonte: GloboEsporte.com
Células-tronco podem curar a surdez, mostra pesquisa
LONDRES (Reuters) - As células-tronco podem ajudar pessoas surdas a recuperar a audição, segundo uma pesquisa britânica ainda em estágio inicial. Uma equipe da Universidade de Sheffield anunciou na quinta-feira a descoberta de como fazer as células-tronco se comportarem como células sensoriais ciliadas, ou neurônios auditivos, que poderiam então ser cirurgicamente implantadas no ouvido para restaurar a audição perdida. O pesquisador Marcelo Rivolta disse que essa abordagem, que está sendo testada em animais, tem um potencial significativo, mas ainda falta muito para ser oferecido a pacientes. "Vai levar vários anos antes que estejamos em condição de começar a fazer testes em humanos", disse ele por telefone. As células que captam os sons só podem ser criadas no ventre, o que significa que não há como restaurá-las quando danificadas, o que resulta em perda permanente da audição. Mas essa situação pode ser dramaticamente alterada pelo uso das células-tronco - "manuais de instrução" capazes de dar origem a qualquer tecido ou órgão do corpo - para gerar esse tipo de célula em laboratório.. A pesquisa segue os passos de um outro grupo britânico que, num trabalho mais avançado no campo oftalmológico, pretende realizar em 2010 ou 11 os primeiros testes clínicos com células-tronco para o tratamento da degeneração macular, uma causa frequente da cegueira em idosos. Os médicos esperam no futuro usar as células-tronco para tratar diversas doenças, como o mal de Parkinson, a diabete e o câncer. Mas abordagens localizadas para os olhos ou ouvidos podem ser um promissor primeiro passo, já que há menos células envolvidas. Rivolta e seus colegas usaram células-tronco fetais, embora também estejam investigando o potencial de células-tronco embrionárias e adultas.
Estudos em
laboratório mostram que as novas células derivadas do tecido fetal se
comportaram e funcionaram como as células normais em ouvidos em
desenvolvimento.
"Esta pesquisa é incrivelmente promissora e abre possibilidades excitantes ao nos deixar mais próximos de restaurar a audição no futuro", afirmou Ralph Holme, diretor de pesquisas biomédicas do Real Instituto Nacional para os Surdos da Grã-Bretanha, que participou do financiamento da pesquisa. Detalhes da pesquisa foram publicados na revista Stem Cells e devem ser apresentados na semana que vem numa conferência em Oxford. Fonte:O Globo Online |